quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Não há dúvidas sobre identidade do assassino de ex-companheira na Zona Sul, diz polícia

por Tiago Muniz, de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo não tem dúvidas de que o empresário Hugo Alexandre Gabrich é o responsável pelo assassinato da ex-companheira no fim de semana.

Edna Amaralina da Silveira foi morta no começo da madrugada de sábado (12) num apartamento da Rua Cubatão, na Vila Mariana, Zona Sul da Capital. Ele executou a mulher com quatro tiros e baleou um homem que estava junto com ela com dois disparos na coluna e no tórax; ele está internado.

"Pelas imagens está muito claro, com certeza que o autor foi o Hugo", diz a titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Giovanna Valenti Clemente, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (16).

A delegada conta ainda que suspeito e vítima mantinham um relacionamento turbulento. "Ela manteve um relacionamento com ele de cinco anos, romperam e depois voltaram a se relacionar. De idas e vindas", afirma.

A polícia vai ouvir testemunhas ao longo da semana e tentará tomar novamente o depoimento da outra vítima do crime que está internada e pediu para não ser identificada.

A delegada Giovanna Valenti Clemente descreve a chegada do suspeito captada pelas imagens das câmeras de segurança: "Ele sobe, entra com a chave no prédio e depois aguarda por duas horas alguém sair ou chegar. Nesse momento chega um entregador de bebidas. Ele rende o entregador de bebidas e passa de quatro a cinco minutos dentro do apartamento." Gabrich usava ainda uma máscara e portava duas armas de fogo.

Edna tinha medida protetiva expedida pelo Tribunal de Justiça de Goiás em favor dela, para que o ex-namorado não se aproximasse. No entanto, poucos dias antes do assassinato, ela pediu a revogação da medida.

A polícia pede a qualquer um que tenha informações a respeito do paradeiro de Hugo Alexandre Gabrich que ligue para a Delegacia de Defesa da Mulher no número 11-3241-3328.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

MP da sinal verde para CPI ouvir delatores da máfia da merenda

por Tiago Muniz, de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) diz que investigados que fizeram acordo de delação na Operação Alba Branca podem depor normalmente à CPI da Merenda. 

Três deputados estaduais integrantes da comissão se reuniram nesta quinta-feira (3) com o procurador-geral de justiça, Gianpaolo Smanio. Os parlamentares conversaram sobre como os procedimentos da CPI podem ser realizados em paralelo com a investigação que corre no Tribunal de Justiça.

O presidente da comissão, Marcos Zerbini (PSDB) diz que o procurador-geral não coloca impedimentos para qualquer depoimento à comissão. Com isso, a CPI deve reconvocar Marcel Júlio e Cássio Chebabi, que se negaram a prestar depoimento alegando que isso invalidaria um acordo de delação.

Os deputados também conversaram com o procurador-geral a respeito do andamento das investigações da Operação Alba Branca no âmbito do TJ.

Toda a apuração está na segunda instância porque o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), que é investigado, tem foro privilegiado Alencar Santana Braga (PT) discorda desse entendimento e diz que todos os outros envolvidos poderiam ser investigados pela justiça comum.

Os integrantes da CPI da Merenda voltam a se reunir na semana que vem, na terça (8) e na quarta-feira (9). Eles devem votar a prorrogação dos trabalhos por mais sessenta dias.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

MP-SP quer que Governo de São Paulo contrate quase 2 mil escrivães

por Tiago Muniz, de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entende que o governo paulista descumpre a constituição e dá parecer favorável a contratação de quase dois mil escrivães.

A promotoria foi instada a se pronunciar depois que a Associação dos Escrivães de Polícia entrou com ação civil pública contra o Estado e o governador Geraldo Alckmin em março. A entidade sindical pede que sejam ocupados 1930 cargos de escrivão que estão vagos.

Em despacho de quinta-feira (27), o promotor Wilson Ricardo Coelho Tafner pede que a ação seja julgada procedente pela juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso. O argumento principal do representante do Ministério Público que o direito à segurança pública é fundamental e está previsto na constituição federal.

O promotor afirma no documento que "Não se está a buscar indevida intromissão no poder-dever do Executivo na alocação de seus servidores", mas "sim, a necessária ingerência judicial para a garantia de direito fundamental."

Tafner afirma ainda que "o que não se pode concordar é a alegação de falta de recursos para a efetivação de um direito social constitucionalmente protegido."

O presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, Horácio Garcia, destaca que a falta de profissionais do setor impacta toda a estrutura da segurança pública. "Hoje nós temos o trabalho da PM, da polícia civil e da guarda civil. E tudo vai cair na mão do escrivão", diz.

Garcia considera ainda que a demanda feita na ação civil pública já está defasada. Para o dirigente sindical, é necessário que o governo faça novos concursos, além de empossar os policiais aprovados em outros certames que estão aguardando.

O caso ainda não tem data para ser julgado pela juíza Carolina Martins Clemencio Duprat Cardoso.

Se a ação for considerada procedente, o parecer do MP-SP é de que o Estado de São Paulo tenha sessenta dias a partir do julgamento para nomear os escrivães já aprovados em concurso e que estão parados, bem como iniciar novos certames para preencher o restante das vagas. Em caso de descumprimento, a promotoria sugere o pagamento de multa diária de dez mil reais.

A Procuradoria Geral do Estado diz por meio de nota que já apresentou defesa em relação ao caso. O órgão afirma também que a proposta da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, se acolhida, interfere em funções exclusivas do Poder Executivo. A PGE aguarda o julgamento da ação.

Moraes quer traçar "DNA das armas" em Plano Nacional de Segurança

por Thiago Uberreich e Tiago Muniz, de São Paulo

O Ministério da Justiça vai fazer operações em todas as capitais estaduais para para cumprir mandados de prisão por homicídios e apreender armas que circulam ilegalmente.

A proposta é parte do Plano Nacional de Segurança Pública, que teve pontos adiantados pelo ministro da justiça e cidadania, Alexandre de Moraes, em entrevista à Jovem Pan.

Ele destacou três prioridades: Redução de homicídios dolosos e violência contra a mulher; racionalização e modernização do sistema penitenciário e fortalecimento das fronteiras.

Alexandre de Moraes diz que uma das ideias é criar uma espécie de "DNA das armas" a partir da apreensão do armamento em operações em todas as capitais.

Enquanto secretário estadual da segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes sempre reclamou da falta de integração com a União. Agora, no Governo Federal, ele contará com um aporte de R$ 1,4 bilhão para implementar as ações do Plano Nacional.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Fux diz que STF levou em conta consequências financeiras ao decidir sobre desaposentação

por Tiago Muniz, de São Paulo


O ministro do Supremo Luiz Fux argumenta que decisões do tribunal devem levar em conta consequências financeiras ao justificar a posição da corte sobre a desaposentação. O magistrado deu a declaração no fim da manhã de hoje (28) ao participar de evento na faculdade Insper, na Zona Sul de São Paulo.

Na quarta-feira (26), o STF decidiu por sete votos a quatro que aposentados que retornaram ao trabalho não têm direito a um novo cálculo do benefício; Fux foi um dos julgadores que votou com a maioria.

Em discurso, Luiz Fux afirmou que a decisão evitou um rombo nas contas públicas de R$ 300 bilhões. "Foram exatamente os influxos da economia que levaram o Supremo Tribunal Federal a vetar essa possibilidade diante do que hoje a economia exige de um magistrado", disse.

O ministro do STF também citou razões de ordem financeira para justificar decisão do tribunal desta quinta que permite corte de ponto de servidores públicos em greve. No entanto, Luiz Fux ressaltou que a medida não afetaria quem está paralisado justamente por falta de salário. "Não tem salário, não tem trabalho. Não tem trabalho, não tem salário", afirmou.

Crise entre os poderes

Luiz Fux acredita que não existe uma crise entre os poderes depois das declarações do presidente do Senado a respeito da Operação Métis. O ministro do STF contemporizou e disse que tanto a presidente da corte, Cármen Lúcia, quanto Renan Calheiros manifestaram as opiniões de cada um.

Nesta sexta-feira, Cármen Lúcia e Renan Calheiros se encontraram no Palácio do Itamaraty com o presidente Michel Temer para discutir a questão da segurança pública no país. Foi o primeiro evento em que os chefes do judiciário e do legislativo se encontraram depois das polêmicas da Operação Métis.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Prisão de Cunha não deve afetar trabalhos na Câmara, diz Maia

por Tiago Muniz, de São Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas-RJ), considerou a prisão de Eduardo Cunha um "momento triste", mas que não deve atrapalhar o andamento dos trabalhos da casa. O parlamentar deu as declarações no fim da manhã desta segunda-feira (24) depois de conceder palestra a representantes do mercado de capitais em São Paulo.

Na última quarta-feira (19), quando Cunha foi detido, a base aliada do governo não conseguiu reunir o número suficiente de deputados para concluir a votação que altera as regras de exploração do pré-sal. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diz que a prisão de Eduardo Cunha não deve travar os trabalhos da casa. "É claro que é um momento triste. Ninguém fica feliz com um ex-deputado, ex-presidente da Câmara ter sido preso. Mas acho que isso não trará influência nas votações da Câmara", afirmou.

Maia ainda minimizou o impacto que uma eventual delação de Cunha poderia causar entre os parlamentares. "A gente tem que começar a separar as coisas. Ele tem os problemas dele. Se ele achar relevante falar, que fale, mas essa não pode ser a pauta do Brasil. A pauta do Brasil é a reforma do teto, depois a reforma da previdência e, no ano que vem, começarmos a discutir a trabalhista."

Maia espera que a Câmara vote ao longo de toda a terça-feira (25) a PEC do Teto de Gastos. Para isso, o presidente da casa espera reunir um número expressivo de deputados num coquetel que será realizado hoje a noite para ter condições de começar a votar a emenda constitucional logo pela manhã. Ele não quis arriscar um placar, mas disse que o importante "é ter os 308 votos."

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cármen Lúcia ressalta defesa à liberdade de imprensa

por Tiago Muniz, de São Paulo

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia,  defendeu a liberdade de imprensa e o direito à informação num evento em São Paulo na manhã desta quinta-feira (20).

A ministra participou do 10º Fórum da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) numa faculdade na Zona Sul da capital paulista.

Ela conversou com os jornalistas antes de conceder palestra a estudantes e representantes do mercado editorial.

Para Cármen Lúcia, não há democracia sem imprensa livre e sem pleno acesso da população às informações. "E os senhores, jornalistas, e a imprensa, numa forma geral, são a nossa garantia de que nos vamos ver as informações livremente prestadas", disse.

A presidente da Suprema Corte não respondeu a outras perguntas. Na palestra, ela afirmou que a tecnologia vêm tornando a democracia cada vez mais direta.

A ministra citou ainda que essas inovações fomentaram uma patrulha alimentada por grupos de interesse que geram cada vez mais demandas ao judiciário.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Confronto entre facções é motivado por expansão do PCC, aponta promotor

por Tiago Muniz, de São Paulo

A expansão do PCC é o principal motivo para o confronto entre o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho (CV). A análise é de Lincoln Gakiya promotor do núcleo de Presidente Prudente do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Ele ofereceu denúncia contra líderes do PCC com 175 pedidos de prisão em 2013.

Para o promotor, os embates entre o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho são motivados por uma estratégia expansionista do PCC. Ele afirma que a facção paulista está enfrentando grupos como a Família do Norte (FDN), do Amazonas, o Bonde dos Quarenta, do Maranhão e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) para ter o domínio do tráfico nestes e em outros estados.

Com isso, os bandos regionais ficaram acuados e buscaram aliança com o Comando Vermelho, que mantinha uma espécie de acordo de cavalheiros com o grupo de São Paulo. O promotor Lincoln Gakiya afirma que o PCC tem como objetivo se tornar a principal facção do Brasil e monopolizar o tráfico e o crime organizado como um todo.

"O PCC tem um plano de se tornar hegemônico em todo o país. Na minha opinião, está havendo na verdade uma guerra por pontos de tráfico de drogas localizados em outros estados em que essas facções rivais não querem admitir a entrada do PCC e acabaram se aliando com o Comando Vermelho", afirma.

O promotor conta que nas últimas semanas o Primeiro Comando da Capital já havia emitindo comunicados aos integrantes, os chamados "salves", informando da desavença com o grupo fluminense. Lincoln Gakiya afirma que o PCC teria recorrido a líderes do Comando Vermelho para que intermediassem tréguas nos conflitos locais, mas não tiveram resposta, o que teria gerado o estopim para o confronto direto.

"Eles teriam feito contato com o Marcinho VP e com o Elias Maluco, que estão em penitenciárias federais, reclamando de conflitos localizados em outros estados, mas que não teriam tido resposta. Esta é a versão que é apresentada aí pelo PCC pelos próprios integrantes do sistema", diz.

No último domingo, rebeliões em presídios de Roraima e Rondônia terminaram com dezoito detentos mortos. O secretário de justiça de roraimense, Uziel Castro, confirmou à Jovem Pan na segunda-feira que no caso de Boa Vista a motivação foi de fato o confronto entre PCC e Comando Vermelho.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Ex-diretor da Secretaria da Educação admite ter autorizado chamada pública que favorecia a Coaf

por Tiago Muniz, de São Paulo

O ex-diretor do departamento responsável pela elaboração da merenda das escolas estaduais admitiu ter autorizado uma chamada pública que favoreceu a cooperativa pivô da Operação Alba Branca mesmo sem ter poderes legais para isso.

Rodrigo Pimenta foi a segunda pessoa a ser ouvida nesta terça-feira (18) em sessão da CPI da Merenda na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ele esteve à frente do Departamento de Alimentação e Assistência ao Aluno (DAAA), responsável por levantar os produtos que devem ser fornecidos na comida dada aos estudantes.

Em dois mil e treze, ele deu permissão para que uma chamada pública fosse realizada para o fornecimento de suco de laranja que a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) venceu mesmo ofertando o produto com preço acima da referência.

Depois, a Secretaria da Educação resolveu cancelar a chamada, só que o departamento dirigido por Pimenta não deveria ter dado andamento ao processo, mas sim o Departamento de Suprimentos e Licitações (Desup).

Na saída da Assembleia, o ex-servidor Rodrigo Pimenta disse que não assinou os documentos por iniciativa própria. "Foi um acordo feito dentro da coordenadoria para fazer o processo andar", disse. Pimenta se refere à Coordenadoria de Infraestrutura e Serviços Escolares (Cise).

Reação

Para a oposição, é possível identificar uma cadeia de comando dentro da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo a partir do depoimento de Pimenta. O deputado estadual do PT Alencar Santana Braga considera impossível que o ex-servidor estivesse agindo sem o aval de superiores hierárquicos. "Não tem como ele fazer aquilo sem ordem superior. Contrariando toda competência legal do departamento, da secretaria, sem alguém determinar", afirma o petista.

A base governista considera que os depoimentos desta terça-feira mostram que de fato há o envolvimento de servidores da Secretaria da Educação no esquema criminoso. O deputado estadual do PSDB Barros Munhoz, no entanto, isenta o governo do estado e o ex-secretário Hermann Voorwald de participação. "A rigor, eu nunca deixei de achar que havia [envolvimento de servidores]. Eu nunca achei e continuo não achando que tenha a ver com o governo do do Estado e com o secretário Hermann", diz o tucano.

A CPI ouviu nesta terça-feira outro ex-servidor da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, Cleiton Gentili, que foi citado em escutas telefônicas pelo lobista Marcel Júlio. Ele negou ter atuado a favor da Coaf dentro das pastas da Agricultura e da Educação, onde trabalhou até ser exonerado no mês passado, dias depois de ter sido convocado a depor na Assembleia.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Operação contra roubo de cargas mobiliza 150 policiais

por Tiago Muniz, de São Paulo
A polícia civil de São Paulo deflagrou operação contra uma quadrilha especializada em roubo de cargas na manhã desta segunda-feira (16). 150 agentes da corporação cumprem 48 mandados judiciais; entre eles 30 e de busca e apreensão e 18 de prisão.

Os investigadores verificaram que o bando atuou em pelo menos dez ocorrências, inclusive num roubo na cidade de Americana, onde eles levaram uma carga de eletrônicos avaliada em R$ 1,2 milhão.

O delegado Alexandre Batalha, da seccional de Mogi das Cruzes, destaca que se tratava de uma quadrilha sofisticada, bem armada e com equipamentos para bloqueio de sinal de rastreadores.

Os mandados são cumpridos na Capital, Guarulhos e em cidades da região do Alto Tietê como Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

CET é obrigada a mudar faixas em "X" depois de instalação sem autorização do Contran

por Tiago Muniz, de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo começou a instalar as faixas de pedestres com cruzamento em X antes de pedir autorização ao Contran e foi obrigada a mudar o padrão depois de uma recomendação do órgão.

De acordo com nota enviada pela CET à reportagem, o Departamento de Planejamento da Companhia encaminhou em 2 de fevereiro do ano passado a proposta para execução do projeto experimental visando a criação das faixas em diagonal.

Só que a primeira faixa do gênero já havia sido implantada em 8 de dezembro de 2014, quase dois meses antes do pedido de autorização. E esse pedido, no fim das contas, não era apenas uma mera formalidade.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) emitiu uma nota técnica em 16 de junho de 2015 dizendo que o fundo azul das faixas em "X" não poderia ser utilizado.

É por isso que, nesta semana, a prefeitura começou a trocar o fundo das faixas de azul para verde. Porque não tinha autorização e só foi perguntar depois se o fundo azul poderia ser colocado.

Outro lado

A CET se defende dizendo que "há uma profusão de 'cores' no pais para criar faixas de destaque e que precisam ser de alguma forma normatizadas sob peso de criar dúvida e ai sim induzir ao erro e ao incidente."

A Companhia afirma ainda que não é "o caso de desqualificar algo que ainda está em construção e que pelos dados iniciais obtidos vem trazer benefícios aos cidadãos."

terça-feira, 26 de abril de 2016

Balões põem Brasil na lista negra da aviação civil

por Tiago Muniz, de São Paulo

Brasil entra na lista negra da segurança de voo internacional por causa dos balões

A Associação Internacional das Federações dos Pilotos de Aviação Civil (Ifalpa, na sigla em inglês) oficializou o anúncio em carta enviada ao ministro da Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Ramalho.

Com a entrada na lista negra, o Brasil passa a fazer companhia a países com zonas de guerra, regiões do mundo com aeroportos improvisados e locais onde não há sistema de controle de tráfego aéreo.

No ano passado foram 189 relatos de pilotos que avistaram balões em São Paulo e 88 no Rio de Janeiro, números que vem aumentando ano a ano.
Entre 2013 e 2015 foram registradas sete colisões de aeronaves com balões, nenhuma delas com consequências graves.

Entretanto, em dois mil e onze, o choque com um artefato do gênero fez com que uma aeronave teve que voar às cegas, com dificuldades de instrumentos e um desastre só não aconteceu por causa da perícia de pilotos e controladores. A informação é da Abrapac, a Associação Brasileira de Pilotos de Aviação Civil.

Prefeitura de São Paulo decide doar uniformes excedentes após polêmica

por Tiago Muniz, de São Paulo

Fábio Arantes / Secom

















Depois de questionamentos envolvendo armazenamento de uniformes, a Prefeitura de São Paulo publicou decreto para distribuir sobras.

De acordo com o Diário Oficial de hoje (26), os "uniformes adquiridos em anos anteriores e não utilizados serão distribuídos em caráter complementar, preferencialmente nas unidades educacionais localizadas em regiões de maior vulnerabilidade social."

O documento também dispõe que materiais escolares excedentes, desde que dentro do prazo de validade, poderão ser distribuídos para diretorias de ensino.

Em abril, o jornal O Estado de S.Paulo informou que a administração municipal vai gastar R$ 15 milhões até o fim do ano para guardar 156 toneladas de roupas e calçados. Os itens em questão eram herdados da administração Gilberto Kassab.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito para verificar as condições de armazenagem.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fábrica do Samba pode ser retomada só em agosto

por Tiago Muniz, de São Paulo

A perspectiva da Fábrica do Samba ser concluída é cada vez mais distante. A Prefeitura de São Paulo diz que as obras ficam paradas por pelo menos 4 meses. A Fábrica devia ser um complexo de barracões para evitar que incêndios como os de domingo aconteçam com os carros mal-acondicionados.

A Prefeitura diz, por meio de nota, que executou metade das obras da Fábrica do Samba e que aguarda liberação de verbas federais para continuar o projeto. Neste período, o dinheiro da União está sendo direcionado para obras prioritárias, como construção de hospitais, escolas e projetos de drenagem.

Investigação

A Polícia civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias do incêndio que destruiu carros alegóricos em terreno da Aeronáutica e não descarta intenção criminosa. Foi o terceiro caso nas últimas semanas no mesmo local; neste domingo, os bombeiros deslocaram vinte e três viaturas para combater o fogo.

Ninguém se feriu; escolas de samba e o corpo de bombeiros afirmam que não havia como o material entrar em combustão espontânea, mesmo com o calor. O titular da 1ª Delegacia de Atendimento ao Turista, a Deatur, Marcelo Monteiro, afirma que nenhuma hipótese está sendo descartada.

As escolas de samba, por outro lado, lamentam os prejuízos e afirmam não saber como começam os incêndios nem têm pistas sobre motivações. O presidente da Dragões da Real, Renato Remondini, reclama da falta de estrutura e impossibilidade de deixar os carros em local adequado.

colaborou Cris Santos

Lula ataca impeachment e imprensa na primeira fala depois do processo contra Dilma avançar na Câmara

por Tiago Muniz, de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na manhã desta segunda em evento promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos de esquerda. Ele disse estar afônico e deu o discurso que escreveu para que o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Luiz Dulci lesse no lugar dele.

No discurso lido por Dulci, Lula afirmou que a Câmara dos Deputados se transformou numa quadrilha que implantou a agenda do caos. O ex-presidente também admitiu que a população do Brasil sofre com falhas do governo, que precisam ser corrigidas.

Depois, decidiu falar de improviso por vinte e dois minutos e, após uma introdução sobre economia internacional, falou contra as elites e a imprensa. "A elite brasileira não suporta 28 anos de democracia. E é bom lembrar que aqui no Brasil, nesse momento, não existe partido de oposição. Existe uma imprensa ideologicamente definida. Até nos obituários eles fazem política", afirmou.

Luiz Inácio Lula da Silva falou de como as conquistas recentes do Brasil na educação ajudaram a impulsionar um país que demorou a ter univerisidades. O ex-presidente chegou a relativizar o golpe militar de 1964 ao tratar do processo que visa tirar Dilma Rousseff do poder. "No golpe militar, eles tinham alguns argumentos, de que o presidente era comunista, que ele tinha proposto reforma agrária às margens de todas as rodovias brasileiras"

Lula lembrou que poucos deputados que proferiram os votos na sessão do impeachment falaram da questão de crime de responsabilidade. O ex-presidente falou que a ideia é impedir que o PT volte a governar o país tão cedo; ele afirmou ainda que vem aí um período de "combate democrático."

Velocidade reduzida e maior tempo de parada... por seis meses

por Tiago Muniz, de São Paulo

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) estima que a circulação de composições da linha 11-Coral só deve voltar ao normal dentro de seis meses.

O ramal vem enfrentando velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Guaianases e Estudantes desde a semana retrasada. 

De acordo com a empresa, o furto de fios danificou uma peça de grande porte situada numa subestação de energia. O equipamento é importado e a CPTM diz que a reposição e reinstalação do aparelho vai demorar pelo menos cento e oitenta dias.

Enquanto isso, os passageiros devem esperar pelo menos dez minutos por um trem que, em tese, passa a cada oito minutos, diz a Companhia. 

A linha 11-Coral liga o centro de São Paulo, a partir da estação da Luz, até Mogi das Cruzes, na parada Estudantes. No percurso, o ramal passa também pelas cidades de Ferraz de Vasconcelos, Poá e Suzano.

terça-feira, 19 de abril de 2016

SSP só percebeu que resolução era obsoleta depois que MP entrou com ações

por Tiago Muniz, de São Paulo

Secretário da segurança diz que resolução sobre números de policiais em delegacias é obsoleta para justificar suspensão de medida após ações do MP.

A resolução 105/2013 estabelecia o número de agentes a serem destinados a cada função em cada distrito policial.

A resolução ficou válida por mais de dois anos até que a secretaria percebesse que o documento era inadequado, justamente quando o Ministério Público entrou com ações questionando a falta de policiais.

O secretário estadual da segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirma que agora analisa uma maneira ideal de atender às necessidades das delegacias.

Ao ser questionado sobre o motivo da suspensão da medida, Moraes preferiu levantar a questão de que o próprio MP e o judiciário possuem cargos vagos. Ele afirmou que nenhum dos órgãos, como a Secretaria da Segurança, estão sujeitos à lei de responsabilidade fiscal, sem poder gastar mais do que têm.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Ocorrências envolvendo torcidas vão ser registradas em "superplantão"

O secretário Alexandre de Moraes (terceiro, da esquerda para a direita) em entrevista coletiva na segunda (4) [Tiago Muniz/Jovem Pan]
por Tiago Muniz, de São Paulo

A partir de agora todo e qualquer caso envolvendo violência de torcida deve ser tratado desde o início por uma equipe especializada. Está no Diário Oficial desta quarta-feira (6) a portaria que estabelece um plantão conjunto da Delegacia de Intolerância Esportiva (Drade) e da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur)

O que vai mudar? Atualmente, um caso é registrado no distrito policial da área e depois pode ser encaminhado à Delegacia de Intolerância Esportiva. Agora, desde o começo, o caso deverá ser tratado pelo plantão especial nos casos relacionados a eventos esportivos na Capital e na Grande São Paulo.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), ao qual a Deatur é subordinada, diz que a medida cria um "superplantão." "Teremos delegados experientes, escrivães, investigadores de polícia, para podermos unificar as decisões", afirma Nico.

Esse plantão específico ficará sediado no prédio da Delegacia Geral de Polícia, que já abriga a Drade e a Deatur, na rua Brigadeiro Tobias, região da Luz.

No domingo (3), as três pessoas detidas após envolvimento na briga que terminou com uma pessoa morta foram liberadas pelo plantão do 63º DP de São Paulo, na Vila Jacuí. Na segunda-feira, o secretário da segurança Alexandre de Moraes disse que a ideia dessa equipe especializada vem justamente depois do registro de domingo.

"Se você me perguntar se eu concordo com as três tipificações que foram dadas, não concordo. E exatamente por isso conversamos com o doutor Youssef [Abou Chahin, delegado-geral de polícia] e nós estamos criando internamente uma central para que todos os fatos durante os dias de jogos sejam levados para esse central", afirmou o secretário.

Outras medidas

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e o Ministério Público (MP-SP) se reuniram com representantes da Federação Paulista de Futebol (FPF) e anunciaram algumas medidas tentando diminuir a violência entre torcidas após o clássico entre Palmeiras e Corinthians.

Os jogos entre times grandes do estado (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo) deverão contar com torcida única, ou seja apenas a do time mandante.

Além disso, os clubes não poderão mais reservar cotas de ingressos para as torcidas e a venda para elas vai ter que ser feita por meio de um cadastro online específico. Os torcedores também estão proibidos de entrarem nos estádios com qualquer adereço, faixa ou roupa que faça alusão às organizadas.