por Tiago Muniz, de São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na manhã desta segunda em evento promovido pela Aliança Progressista, uma rede internacional de partidos de esquerda. Ele disse estar afônico e deu o discurso que escreveu para que o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Luiz Dulci lesse no lugar dele.
No discurso lido por Dulci, Lula afirmou que a Câmara dos Deputados se transformou numa quadrilha que implantou a agenda do caos. O ex-presidente também admitiu que a população do Brasil sofre com falhas do governo, que precisam ser corrigidas.
Depois, decidiu falar de improviso por vinte e dois minutos e, após uma introdução sobre economia internacional, falou contra as elites e a imprensa. "A elite brasileira não suporta 28 anos de democracia. E é bom lembrar que aqui no Brasil, nesse momento, não existe partido de oposição. Existe uma imprensa ideologicamente definida. Até nos obituários eles fazem política", afirmou.
Luiz Inácio Lula da Silva falou de como as conquistas recentes do Brasil na educação ajudaram a impulsionar um país que demorou a ter univerisidades. O ex-presidente chegou a relativizar o golpe militar de 1964 ao tratar do processo que visa tirar Dilma Rousseff do poder. "No golpe militar, eles tinham alguns argumentos, de que o presidente era comunista, que ele tinha proposto reforma agrária às margens de todas as rodovias brasileiras"
Lula lembrou que poucos deputados que proferiram os votos na sessão do impeachment falaram da questão de crime de responsabilidade. O ex-presidente falou que a ideia é impedir que o PT volte a governar o país tão cedo; ele afirmou ainda que vem aí um período de "combate democrático."
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