quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Não há dúvidas sobre identidade do assassino de ex-companheira na Zona Sul, diz polícia

por Tiago Muniz, de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo não tem dúvidas de que o empresário Hugo Alexandre Gabrich é o responsável pelo assassinato da ex-companheira no fim de semana.

Edna Amaralina da Silveira foi morta no começo da madrugada de sábado (12) num apartamento da Rua Cubatão, na Vila Mariana, Zona Sul da Capital. Ele executou a mulher com quatro tiros e baleou um homem que estava junto com ela com dois disparos na coluna e no tórax; ele está internado.

"Pelas imagens está muito claro, com certeza que o autor foi o Hugo", diz a titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Giovanna Valenti Clemente, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (16).

A delegada conta ainda que suspeito e vítima mantinham um relacionamento turbulento. "Ela manteve um relacionamento com ele de cinco anos, romperam e depois voltaram a se relacionar. De idas e vindas", afirma.

A polícia vai ouvir testemunhas ao longo da semana e tentará tomar novamente o depoimento da outra vítima do crime que está internada e pediu para não ser identificada.

A delegada Giovanna Valenti Clemente descreve a chegada do suspeito captada pelas imagens das câmeras de segurança: "Ele sobe, entra com a chave no prédio e depois aguarda por duas horas alguém sair ou chegar. Nesse momento chega um entregador de bebidas. Ele rende o entregador de bebidas e passa de quatro a cinco minutos dentro do apartamento." Gabrich usava ainda uma máscara e portava duas armas de fogo.

Edna tinha medida protetiva expedida pelo Tribunal de Justiça de Goiás em favor dela, para que o ex-namorado não se aproximasse. No entanto, poucos dias antes do assassinato, ela pediu a revogação da medida.

A polícia pede a qualquer um que tenha informações a respeito do paradeiro de Hugo Alexandre Gabrich que ligue para a Delegacia de Defesa da Mulher no número 11-3241-3328.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

MP da sinal verde para CPI ouvir delatores da máfia da merenda

por Tiago Muniz, de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) diz que investigados que fizeram acordo de delação na Operação Alba Branca podem depor normalmente à CPI da Merenda. 

Três deputados estaduais integrantes da comissão se reuniram nesta quinta-feira (3) com o procurador-geral de justiça, Gianpaolo Smanio. Os parlamentares conversaram sobre como os procedimentos da CPI podem ser realizados em paralelo com a investigação que corre no Tribunal de Justiça.

O presidente da comissão, Marcos Zerbini (PSDB) diz que o procurador-geral não coloca impedimentos para qualquer depoimento à comissão. Com isso, a CPI deve reconvocar Marcel Júlio e Cássio Chebabi, que se negaram a prestar depoimento alegando que isso invalidaria um acordo de delação.

Os deputados também conversaram com o procurador-geral a respeito do andamento das investigações da Operação Alba Branca no âmbito do TJ.

Toda a apuração está na segunda instância porque o presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), que é investigado, tem foro privilegiado Alencar Santana Braga (PT) discorda desse entendimento e diz que todos os outros envolvidos poderiam ser investigados pela justiça comum.

Os integrantes da CPI da Merenda voltam a se reunir na semana que vem, na terça (8) e na quarta-feira (9). Eles devem votar a prorrogação dos trabalhos por mais sessenta dias.